INTEGRAÇÃO DO PROJECTO NAS ACTIVIDADES DA ESCOLA
Turmas: MNOR (continuação da NOPS) e EFGI (continuação da ADGJ)
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QUANDO TOMAR A PÍLULA?
Em grupo lemos a história, respondemos a um conjunto de questões e fizemos uma síntese em turma sobre as conclusões principais.
HISTÓRIA
Fonte: Dixon, Mullinar (Ed.) (1986). Taught not Caught. Strategies for sex Education. England: Ebenexer Baylis & Son Ltd. The Trinity Press.A Alice está exactamente a meio dos dezasseis e dezassete anos. É muito atraente e popular entre os rapazes da escola. Durante algum tempo andou preocupada porque podia ficar grávida. Por isso, um dia visitou o médico de família e explicou-lhe que queria começar a tomar a pílula. Ele perguntou-lhe se ela estava a namorar com alguém de uma forma estável. Alice disse que sim e que sabia que precisava ser responsável em relação à contracepção. O médico receitou-lhe a pílula e ela começou-a a tomar de acordo com as indicações dele.
Um dos companheiros com quem Alice saía muitas vezes era uma rapaz muito bonito, o Berto. Ela gostava muito dele e o Berto pensava que ela tinha um aspecto realmente formidável. Mas, o que ele gostava mais nela é que não tinha que falar de sexo todas as vezes que saía com ela. Desde que a Alice tinha começado a tomar a pílula estava com vontade de ter relações sexuais e sempre acabaram por ter. Embora a Alice saísse com outros rapazes, gostava mais do Berto e estava apaixonada por ele. O Berto gostava da Alice, gostava cada vez mais da sua disponibilidade, mas não estava de todo apaixonado por ela. Ele iria dormir com ela tantas vezes quantas pudesse.
Quando a Alice começou a tomar a pílula contou, naturalmente, à sua melhor amiga Carolina. A Carolina disse à mãe, a senhora Dalila, que a Alice estava a tomar a pílula e mãe ficou zangada e aborrecida. A mãe disse-lhe que se deveria afastar imediatamente da amiga Alice e que, de futuro, a Carolina não tinha nada para fazer com a Alice. Embora a Senhora Dalila agisse daquela maneira com a Carolina, que ela se deveria afastar de qualquer rapariga que tomasse a pílula, o seu medo real era que a Alice pudesse influenciar Carolina a tomar a pílula. A Carolina fez o desejo da mãe e acabou com a amizade antiga que tinha com a Alice.
A Carolina tinha um namoro estável com o Tó, aproximadamente há dois anos. Eles têm satisfeito o desejo com alguns jogos sexuais mas a Carolina foi insistente, disse que não queria "ir mais além". O Tó realmente queria ter relações sexuais com a Carolina, por isso, uma noite numa festa em que a encontrou muito bêbada suspeitou que ela poderia estar com vontade de ter relações sexuais. A Carolina estava demasiado bêbada para saber o que estava a fazer e, nessa noite, a Carolina e o Tó tiveram relações sexuais. Como resultado de uma única experiência a Carolina está grávida. Ela disse ao Tó, mas a mais ninguém. O Tó está disposto a casar com ela. A Carolina tem dezassete anos e o Tó tem dezoito.
A Senhora Dalila, a mãe de Carolina, é muito ambiciosa em relação à filha. Ela quer que a Carolina tenha mais do que ela teve na vida, custe o que custar. O seu maior medo é que a Carolina se desperdice com alguém socialmente inaceitável como o Tó.
DAR UM FIM À HISTÓRIA
- FINAL 1: A Carolina decidiu ter o filho. A mãe arrependeu-se dom que disse e aconselhou a filha a irem falar com a Alice e a pedirem-lhe desculpa pelo que se tinha passado anteriormente. Passado algum tempo o neto da senhora Dalila nasceu e foi muito acarinhado por todos.
- FINAL 2: A carolina não disse nada a ninguém. Abortou clandestinamente, o aborto correu mal e, por isso, ficou infértil.
FINAL 3: A alice continuou a estudar, formou-se e tornou-se numa mulher com muito sucesso profissional. Por sua vez, a Carolina abandonou os estudos e foi trabalhar para criar o filho.
1 Há uma idade certa para os encontros sexuais? Se há, como se define?
- Não há uma idade certa para ter relações sexuais. A altura certa depende da maturidade biológica, psicológica e social das pessoas. Se as pessoas tiverem dúvidas é porque não estão ainda preparadas para se tornar sexualmente activas.
2 Qual é a atitude dos médicos em relação às pessoas jovens que pedem métodos contraceptivos?
- Os médicos perguntam se têm ou não relações sexuais com frequência, falam sobre a possibilidade de uma gravidez não desejada e da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, conversam com os jovens para os fazer pensar que querem realmente ser ou continuar a ser sexualmente activos e, dependendo desta conversa receitam a pílula e recomendam que se deve usar sempre o preservativo.
3 Quais são as atitudes dos pais e as influências que eles têm nos filhos?
- A maior parte dos pais que falam com os filhos sobre estes assuntos (só uma pequena parte fala) dão conselhos aos filhos sobre a prendenção de doenças sexualmente transmitidas e a gravidez não desejada, aconselham a adiar o início das relações sexuais e recomendam que quando tiverem relações sexuais usem o preservativo e tomem a pílula. Alguns pais, muito poucos, levam as filhas à ginecologista e alguns dão preservativos aos filhos.
4 Qual é a influência do álcool no comportamento sexual?
- O álcool torna as pessoas mais desinibidas e eufóricas aumentando as possibilidades das pessoas terem comportamentos de risco, nomeadamente, relações sexuais sem o uso de preservativo.
5 Quais são as formas de lidar com uma gravidez não desejada na adolescência? Qual delas é a melhor?
As adolescentes lidam com a gravidez de maneiras muito diferentes:
- Contam aos pais com medo e assumem a gravidez sem casar, com a ajuda dos pais
- Contam aos pais com medo e casam "pressionados" pelos pais que ajudam a cuidar dos filhos
- Abortam escondidos
- Geralmente nos meios mais desfavorecidos os adolescentes que engravidam deixam a escola e vão trabalhar para o criar.